
Evento promovido pela Federação Varejista do RS debate desafios enfrentados pelo setor
Uma comitiva de empresários do segmento do varejo e serviços de Santa Cruz do Sul, capitaneados pela CDL Santa Cruz, participa nesta sexta-feira, dia 15, do 2º Fórum Estadual do Comércio, em Porto Alegre, promovido pela Federação Varejista do RS. O evento aborda os principais desafios enfrentados pelo setor de varejo e serviços do Rio Grande do Sul na temática “O novo varejo que move o Estado”.
Estão presentes empresários, especialistas e lideranças políticas. O presidente da Federação Varejista do RS, Ivonei Pioner, disse que o fórum é um local de diálogo. “É um fórum que tem aqui presente quem vive o varejo, o empreendedorismo, mas tem também o legislativo estadual e federal que constrói e normatiza o nosso ambiente. E tem também o executivo, que é aquele que regulamenta toda a nossa realidade.

Dentre os temas que devem ser debatidos nos painéis está a reforma tributária. “A reforma tributária é uma grande incógnita para muitos, porque ela foi feita de uma forma muito complexa, com pouco diálogo, foi colocada de uma forma apressada para a votação, e hoje, apesar de ela ter simplificado muito o processo, ela ainda tem uma característica de não entender exatamente os meios de quem empreende, então a gente terá muita coisa ainda para ajustar nela”, frisou Ivonei. Segundo ele, o maior impacto deve ser sentido a partir do ano que vem pelos empreendedores.
O diretor de Expansão e Crescimento da Federação Varejista, Ricardo Bartz, mencinou a relevância pela importância da participação do poder público na iniciativa. “É importante a gente poder ter essas lideranças para observar e entender como o poder público, principalmente o Legislativo, enxerga essas situações, para que a gente consiga avançar em pautas que entendemos ser muito importantes para o varejo e o setor de serviços”, afirmou.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Santa Cruz do Sul, Gilberto Eidt, disse ser contra sobre o fim da escala 6×1. “Eu acredito que isso aí vai gerar mais desemprego. Até porque o funcionário vai poder trabalhar de forma fria, em outra empresa, para gerar renda e vai abrir um passivo muito grande”, observou.
Gilberto ainda explanou sobre a liberação da ‘taxa das blusinhas’, anunciada pelo Governo Federal esta semana. “Essa venda atrapalha muito o comércio local, mas ao mesmo tempo o nosso comerciante, associado à CDL, também pode vender na internet, além da loja física”, citou.
Por fim, Gilberto destacou que a importação sem taxa é um dos maiores problemas que a entidade percebe. “Esses sites que vendem aqui no Brasil não pagam nenhuma taxa, e isso atrapalha muito tanto o comércio local quanto o estadual, por ser uma concorrência desleal, sem os custos que uma loja física, por exemplo, possui.”


